Imagem da auto e do livro "Quem rasgou os meus lençóis de linho?

Em Macau, Ana, Jenny e Kate cruzam-se num romance de perdas e resistência. Entre o delírio e o real, o livro explora a memória e o corpo feminino.

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Após uma vida atravessada pela perda, pela doença mental e pela toxicodependência, Ana regressa a Macau e vê-se confrontada com fantasmas antigos, com a profunda transformação da cidade e a fragilidade das fronteiras entre a lucidez e o delírio. Enquanto Ana tenta reconstruir-se, outras vidas cruzam o seu caminho. Jenny, trabalhadora filipina, que carrega no corpo e no silêncio o peso da exploração, da maternidade indesejada e da culpa, e Kate, jornalista americana, que regressa a Macau para resgatar uma paixão obsessiva. Três vidas entrelaçadas num espaço urbano marcado pela pandemia, pela vigilância, pela desigualdade e por uma herança cultural em que o visível e o oculto convivem. A figura recorrente da serpente alada - símbolo de medo, desejo e metamorfose - atravessa o romance como imagem central de um inconsciente que se recusa a ser silenciado. Quem rasgou os meus lençóis de linho?, título colhido de um verso de Camilo Pessanha, é um romance de fragmentos, em que o íntimo e o político se contaminam e onde cada personagem encarna uma forma de queda ou resistência. Num registo poético e incisivo, o livro interroga a violência exercida sobre o corpo feminino — a precariedade do amor, o peso da memória e a possibilidade, sempre instável, de redenção. Entre o delírio e a lucidez, entre o real e o simbólico, este é um romance sobre aquilo que permanece quando tudo o resto falha: a linguagem, a imaginação e o gesto frágil, mas essencial, de continuar vivo.

Grupa docelowa: ogólna

Czas trwania: 60 minut

Czas: 15.30

Miejsce: Biblioteka Lúcio Craveiro da Silva

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço